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Mostrando postagens com o rótulo baço

Alterações esplênicas em cães

As alterações esplênicas em cães normalmente são avaliadas de maneira subjetiva pelo ultrassonografista, já que existe uma variação de porte do paciente bastante grande. Ao contrário da esplenomegalia em felinos, que pode ser observada pelo aumento longitudinal do órgão, esta afecção em cães é comumente constatada pelo aumento transversal do mesmo.  Muitas são as causas da esplenomegalia, sendo importante destacar as hemoparasitoses, as parasitoses intestinais e epiteliais severas e as doenças endócrinas como hipotireoidismo, hiperadrenocorticismo e diabetes mellitus.  Além do tamanho, o ultrassonografista deve estar atento à ecogenicidade esplênica, que de acordo com o macete "My Cat Loves Sunny Places" (M=medulla; C=cortex; L=liver - fígado; S=Spleen - baço; P=prostate) deve ser discretamente mais hiperecóica que o fígado e um pouco mais hiperecóica do que a camada cortical dos rins.  Outro aspecto importante é a ecotextura deste órgão, s...

Líquido livre em cavidade abdominal

Muitas vezes o ultrassonografista se depara com líquido livre abdominal. Normalmente este é um motivo de grande preocupação clínica, pois pode representar várias afecções diferentes, inclusive as de ordem sistêmica. Quando observado em cães, pode-se pensar em neoplasia abdominal, hipoproteinemia, peritonite, perfuração de órgãos quando há suspeita de corpo estranho, rompimento de bexiga, vasos ou órgãos parenquimatosos altamente irrigados como fígado e baço, afecções cardíacas, shunt portohepático, dentre outros. Em gatos, as suspeitas recaem comumente em peritonite infecciosa felina (PIF), mas também podem representar as mesmas alterações dos cães.  Gatos e cães altamente parasitados por ecto e endoparasitas cronicamente podem apresentar hipoproteinemia. Uma centese ecoguiada desse líquido pode ser muito importante para o diagnóstico diferencial. Para isso, basta posicionar o paciente cooperativo em decúbito dorsal, encontrar a linha alba com o transduto...

Possível reação ao fio de sutura utilizado em esplenectomia

  Muito práticos, os fios de sutura absorvíveis de origem orgânica, como é o caso do catgut (do inglês cattle gut, que quer dizer vísceras de gado), e alguns polifilamentados, podem causar reações alérgicas em certos pacientes mais sensíveis, formando desde um processo de fibrose exagerado até um abscesso de proporções inimagináveis. Essa paciente sofreu um grave trauma e o consequente rompimento de uma porção do lobo hepático esquerdo e da ruptura total da cápsula esplênica, forçando a realização de um procedimento cirúrgico de emergência para conter os focos de hemorragia interna.  Uma semana após a esplenectomia radical, esse exame de ultrassonografia foi realizado, mostrando esse cisto trabeculado, bem delimitado e com áreas de fibrose na região onde antes estava o baço. A imagem condiz com a possibilidade de se tratar de uma reação alérgica ao fio de sutura utilizado, já que a paciente em questão é bastante jovem - menos de 1 ano de idade - e não tem histórico familia...

Diferenças entre o baço de um cão e de um gato

Muitas vezes, por estar acostumado à rotina de cães ou de gatos, o médico veterinário ultrassonografista pode estranhar as diferenças entre as imagens dessas duas espécies. Como trabalho muito com felinos, estou acostumada a ver baços estreitos, bem hipoecóicos e muito juntos à parede abdominal. Nessas imagens, vemos a diferença entre um baço de um cão (primeira imagem) e de um gato (segunda imagem). 

Formação abdominal de origem desconhecida em um Boxer

Esse paciente é um cão da raça Boxer, que mora em uma casa, passando a maioria do tempo dentro de um canil, sem a companhia de outros cães. A proprietária notou que o animal estava em choque e o levou ao veterinário. Chegando lá, a médica responsável percebeu uma extrema sensibilidade à palpação abdominal, por isso recebeu medicação analgésica e foi encaminhado ao exame de ultrassom. O animal ainda estava letárgico, com as mucosas bastante hipocoradas durante a ultrassonografia. A imagem obtida foi realmente devastadora. O abdômen interno estava preenchido completamente por uma massa de provável origem esplênica, com diversos pontos císticos, ocupando especialmente a região hipocôndrica esquerda. Havia uma enorme quantidade de líquido livre em toda a cavidade abdominal e algumas formações polipomatosas na bexiga urinária.  Foi possível também observar focos hiper e hipoecóicos no parênquima hepático (última figura). Infelizmente, esse caso não tem um bom prognóstico, uma vez...

anatomia ultrassonográfica do baço

O baço é um órgão importante e nem sempre fácil de ser localizado. Em gatos ele se localiza no quadrante superior esquerdo do abdômen bem próximo à musculatura abdominal. Trata-se de uma imagem de ecogenicidade inferior à córtex renal, que segue do estômago até o local entre o rim esquerdo e a bexiga. No gato a mensuração do tamanho, apesar de não muito específica, deve ser feita no corpo do baço, no sentido ventro-dorsal, e não cranio-caudal como do cão. Neste caso a imagem é da cabeça do baço, que forma uma imagem semelhante à uma foice na tela do ultrassom. Essa é a aparência desejada, bem como a forma, a estrutura e a a localização: no triângulo entre a curvatura maior do estômago e a porção cranial do rim esquerdo. Para acompanhar o corpo do órgão em questão, deve seguir com o transdutor, sem pressioná-lo contra o abdômen do animal, em direção à bexiga. É importante sempre avaliarmos o órgão por inteiro, nos atentando especialmente à cápsula que o envolve e a ecogenicidade, j...