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Mostrando postagens com o rótulo espessamento

Anomalia renal unilateral em um cão

Canídeo de aproximadamente três anos de idade, sem raça definida, do gênero masculino, reprodutivamente ativo, porte médio. Foi atendido na clínica veterinária por apresentar disúria e/ou anúria, disquesia e hipo ou anorexia.  Ao exame ultrassonográfico notou-se diversas formações arredondadas e de superfície lisa e hiperecóica sedimentadas em lúmen de vesícula urinária (paciente em decúbito dorsal), produzindo intensa e límpida sombra acústico posterior. Cada uma das estruturas media aproximadamente 1,00 cm de diâmetro, quando era possível isolá-las para mensuração, já que à manobra de balotamento, devido ao peso, os cálculos não flutuavam tão facilmente.  A próstata do paciente apresentava dimensões aumentadas e heterogeneidade notável de parênquima, com características raiadas e singulares.  Era possível observar espessamento discreto da parede da bexiga, já que sua repleção era intensa, mesmo com a sonda uretral presente e bem posicionada - ca...

Diabetes mellitus: alterações sonográficas

A diabetes mellitus é uma doença caracterizada pelo aumento sérico de glicose ocasionado por duas situações distintas: a falta de produção de insulina pelo pâncreas ou a resistência periférica à insulina. Normalmente a falta de produção de insulina é desencadeada pela auto-destruição das células beta e caracteriza a diabetes do tipo I por estar associada a doenças auto-imunes. Já a resistência à insulina ou até a produção insuficiente de insulina (insuficiente para o consumo exagerado de glicose - pouco comum em pacientes veterinários) são características da diabetes do tipo 2.  Devido a eventos metabólicos associados à alta glicemia, o fígado do paciente diabético pode se tornar lipidótico, consequentemente hiperecóico e aumentado de tamanho. As duas figuras ilustram um fígado normal (primeira figura de cima para baixo) e um fígado lipidótico (segunda figura) para que a comparação possa ser feita, uma vez que a ecogenicidade de um órgão é bastante relativa aos ajuste...

Presença de gás em bexiga de dois pacientes

Quadros de cistite são comumente encontrados na clínica de cães e gatos, especialmente naqueles de pouca idade ou sob grande estresse físico e até mesmo psicológico. As imagens observadas acima mostram dois pacientes distintos, de espécies distintas, com quadro clínico semelhante: hematúria, polaquiúria.  Dentro da bexiga de ambos pode-se visualizar gás intermural, entre o conteúdo urinário escasso e a camada mucosa. Isso justifica-se pela possível infecção por bactérias anaeróbias produtoras de gás. Note também a irregularidade da camada mucosa e o espessamento bastante evidente da parede vesical.  Quando um animal  tem problemas renais, a concentração/densidade de sua urina fica comprometida e normalmente baixa. Essa baixa densidade urinária abre portas para a entrada e instalação de bactérias oportunistas em bexiga, de maneira intermitente e crônica, senão constante.  Alguns pacientes diabéticos concentram anomalamente glicose em seus lí...

Alterações em parede de bexiga de diversas pacientes

Aparentemente as fêmeas dos mamíferos têm mais tendência em desenvolver cistite, que muitas vezes pode evoluir para processos crônicos ou até serem de origem idiopática, como a cistite intersticial crônica. A cistite é comumente caracterizada pelo espessamento difuso da parede da vesícula urinária, e pode ser mais evidente na região cranioventral. Como a parede deste órgão é composta de três camadas (mucosa, submucosa e muscular, no sentido que vai do lúmen à porção mais externa), a mais afetada é a porção interna, ou seja, a mucosa, que se torna rugosa mesmo quando distendida por conteúdo interno. Alguns casos de cronicidade severa e verdadeiramente prolongada causam mineralização da parede, porém este sinal é pouco observado. Não se pode diferenciar macroscopicamente a cistite da neoplasia de células transitórias, já que ambas causam alterações muito parecidas, inclusive irregularidade e ulceração da mucosa. Pólipos podem estar presente tanto na cistite polipói...

Espessamento parietal de bexiga e alteração uterina em uma cadela

As alterações relacionadas com o trato reprodutivo são comumente encontradas em cadelas não-esterilizadas. Normalmente a paciente vem à clínica com a queixa dos proprietários de que está apresentando febre, apatia, hiporrexia ou anorexia e, muitas vezes, diarréia e vômito.  Sinais naturalmente inespecíficos até o momento em que o clínico pergunta sobre sua capacidade reprodutiva; ao receber do proprietário a resposta de que a paciente não passou por uma ovariohisterectomia, a primeira reação é palpar o abdômen inferior. Sentindo a sensibilidade da paciente, logo a encaminha para um exame de ultrassom, onde provavelmente a imagem que se verá será a acima: útero com conteúdo difuso e aparentemente purulento acompanhado de espessamento severo da camada de células transitórias da bexiga.  Nesse momento duas suspeitas devem passar pela cabeça do ultrassonografista, sendo a principal delas a piometra; em segundo lugar pensa-se em alguma alteração neoplásica. Como a bexiga urinár...