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Mostrando postagens com o rótulo hemangiossarcoma

Alterações em parede de bexiga de diversas pacientes

Aparentemente as fêmeas dos mamíferos têm mais tendência em desenvolver cistite, que muitas vezes pode evoluir para processos crônicos ou até serem de origem idiopática, como a cistite intersticial crônica. A cistite é comumente caracterizada pelo espessamento difuso da parede da vesícula urinária, e pode ser mais evidente na região cranioventral. Como a parede deste órgão é composta de três camadas (mucosa, submucosa e muscular, no sentido que vai do lúmen à porção mais externa), a mais afetada é a porção interna, ou seja, a mucosa, que se torna rugosa mesmo quando distendida por conteúdo interno. Alguns casos de cronicidade severa e verdadeiramente prolongada causam mineralização da parede, porém este sinal é pouco observado. Não se pode diferenciar macroscopicamente a cistite da neoplasia de células transitórias, já que ambas causam alterações muito parecidas, inclusive irregularidade e ulceração da mucosa. Pólipos podem estar presente tanto na cistite polipói...

Possível reação ao fio de sutura utilizado em esplenectomia

  Muito práticos, os fios de sutura absorvíveis de origem orgânica, como é o caso do catgut (do inglês cattle gut, que quer dizer vísceras de gado), e alguns polifilamentados, podem causar reações alérgicas em certos pacientes mais sensíveis, formando desde um processo de fibrose exagerado até um abscesso de proporções inimagináveis. Essa paciente sofreu um grave trauma e o consequente rompimento de uma porção do lobo hepático esquerdo e da ruptura total da cápsula esplênica, forçando a realização de um procedimento cirúrgico de emergência para conter os focos de hemorragia interna.  Uma semana após a esplenectomia radical, esse exame de ultrassonografia foi realizado, mostrando esse cisto trabeculado, bem delimitado e com áreas de fibrose na região onde antes estava o baço. A imagem condiz com a possibilidade de se tratar de uma reação alérgica ao fio de sutura utilizado, já que a paciente em questão é bastante jovem - menos de 1 ano de idade - e não tem histórico familia...

Formação abdominal de origem desconhecida em um Boxer

Esse paciente é um cão da raça Boxer, que mora em uma casa, passando a maioria do tempo dentro de um canil, sem a companhia de outros cães. A proprietária notou que o animal estava em choque e o levou ao veterinário. Chegando lá, a médica responsável percebeu uma extrema sensibilidade à palpação abdominal, por isso recebeu medicação analgésica e foi encaminhado ao exame de ultrassom. O animal ainda estava letárgico, com as mucosas bastante hipocoradas durante a ultrassonografia. A imagem obtida foi realmente devastadora. O abdômen interno estava preenchido completamente por uma massa de provável origem esplênica, com diversos pontos císticos, ocupando especialmente a região hipocôndrica esquerda. Havia uma enorme quantidade de líquido livre em toda a cavidade abdominal e algumas formações polipomatosas na bexiga urinária.  Foi possível também observar focos hiper e hipoecóicos no parênquima hepático (última figura). Infelizmente, esse caso não tem um bom prognóstico, uma vez...