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QUIZ: Qual é o seu diagnóstico?

Dados do paciente: - Espécie: Canina - Raça: Shih-tzu - Idade: Não informada - Cor: Característica - Sexo: Masculino - Esterilizado: Não Histórico recente: - Vítima de atropelamento.  Descrição da obtenção da imagem: - Paciente em decúbito lateral direito.  - Posicionamento do transdutor conforme indicado na figura no canto inferior esquerdo da imagem. Legendas: - cor = coração - fgd = fígado - cost = costela

Corpora lutea e folículo em ovários de cadela

Os corpora lutea ou corpos lúteos (corpos "amarelos", pois assim o são quando vistos a olho nu) são uma cicatriz deixada pelo folículo ovariano. Enquanto este produz majoritariamente estrógeno, aqueles são responsáveis pela maioria da produção de progesterona, que, como o próprio nome sugere, é um hormônio de manutenção da gestação em fase inicial; sua impermanência, inclusive, pode ser responsável por aborto espontâneo ou reabsorção fetal. Como se trata de uma cicatriz, sonograficamente é esperado que essa estrutura apareça como tal: hiperecóica em relação ao parênquima intacto, sem produção de sombra acústica, já que não se trata de uma calcificação. Por outro lado, os folículos ovarianos são preenchidos por conteúdo líquido e podem atingir proporções significativamente grandes em relação aos ovários, estando presentes no período fértil do ciclo estral das cadelas e gatas. Sua localização no ovário pode ser central ou em bordas. Os cistos responsáveis pela síndr...

Piometra de coto uterino - algumas apresentações

As imagens acima foram obtidas em exames ultrassonográficos diferentes de algumas pacientes da espécie canina; elas representam algumas formas de apresentação da afecção infecciosa de coto uterino. Note os tamanhos variados de coto, a quantidade e as ecogenicidade e ecotextura variadas.  Esse é um quadro mais comumente observado em paciente da espécie canina e normalmente os sinais aparecem poucos dias após a ovariosalpingohisterectomia (OSH). A explicação para esse acometimento para estar na frouxidão do miometro previamente dilatado pela gravidez, piometra ou cio, combinada ao excesso de tecido uterino deixado pelo cirurgião. A existência prévia de piometra não é um fator totalmente predisponente à formação de piometra de coto uterino, porém pode ser um agravante.

Sonda uretral em um gato

Proprietário relata anúria. Paciente da espécie felina, sexo masculino.  A principal suspeita é obstrução uretral, muitas vezes causada por sedimentos acumulados no local, formando o "plug". Os sedimentos urinários em felinos podem ter diversas origens, sendo as principais a mudança de pH urinário devido à alimentação e à idade do paciente, a pirexia crônica e a presença de cálculos de grande porte, tanto de estruvita quanto de oxalato. Este paciente já havia sido atendido e sondado, por isso podemos observar a sonda neste exame. Abaixo observa-se a causa provável deste quadro neste paciente: coágulos em grande quantidade e de grande porte são vistos nessa imagem (diferencia-se coágulo de cálculo ao visualizar sombra acústica no segundo).

Fibrose hepática em um gato

A fibrose ou cirrose hepática é uma condição pouco observada em cães e gatos até por sua dificuldade de diagnóstico, já que muitas vezes o paciente pode ser assintomático ou apresentar sintomas pouco específicos como êmese e baixa tolerância alimentar.  Macroscopicamente a doença caracteriza-se por microhepatia, hipoecogenicidade generalizada de parênquima hepático, irregularidades de bordas do órgãos e pontos hiperecóicos difusamente espalhados pelo parênquima (área de fibrose). Muitas vezes observar-se-á dilatação de ductos biliares e hepáticos, além de aumento da vesícula biliar, uma vez que a intensa cicatrização local torna o tecido rígido e pouco elástico, dificultando o escoamento de conteúdo biliar.  A única maneira de se confirmar a suspeita de diagnóstico é através da realização de biópsia hepática, que pode ser realizada por colheira ecoguiada durante sedação do paciente. Essa colheita de material deve ser feita de maneira estéril e com acompanhame...

Líquido livre em cavidade abdominal

Muitas vezes o ultrassonografista se depara com líquido livre abdominal. Normalmente este é um motivo de grande preocupação clínica, pois pode representar várias afecções diferentes, inclusive as de ordem sistêmica. Quando observado em cães, pode-se pensar em neoplasia abdominal, hipoproteinemia, peritonite, perfuração de órgãos quando há suspeita de corpo estranho, rompimento de bexiga, vasos ou órgãos parenquimatosos altamente irrigados como fígado e baço, afecções cardíacas, shunt portohepático, dentre outros. Em gatos, as suspeitas recaem comumente em peritonite infecciosa felina (PIF), mas também podem representar as mesmas alterações dos cães.  Gatos e cães altamente parasitados por ecto e endoparasitas cronicamente podem apresentar hipoproteinemia. Uma centese ecoguiada desse líquido pode ser muito importante para o diagnóstico diferencial. Para isso, basta posicionar o paciente cooperativo em decúbito dorsal, encontrar a linha alba com o transduto...

Imagens de pielonefrite em cães e gatos

Essas três imagens representam classicamente sinais ultrassongráficos de pielonefrite em duas espécies distintas, cão e gato. Repare no espessamento da camada cortical, no formato externo arredondado, no aumento da ecogenicidade dessa camada externa e, principalmente, no aumento da ecogenicidade da linha divisória entre as camadas cortical e medular (particularmente evidente na imagem central).  Naturalmente, outras suspeitas devem ser descartadas, porém, essas imagens já indicam pielonefrite como diagnóstico principal.